O Banco Central decidiu manter a taxa Selic sem alterações, buscando um equilíbrio entre diferentes pressões econômicas e políticas. A medida foi interpretada por economistas como um esforço para reforçar a autonomia do Copom diante de apelos do governo e de aliados para redução dos juros.
A tensão se intensificou após rumores sobre um possível encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e André Lara Resende, um dos idealizadores do Plano Real. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que a reunião estivesse sendo organizada.
Especialistas apontam que o mercado espera juros elevados enquanto a dívida pública continuar crescendo, cobrando do governo uma política fiscal mais credível. Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, afirmou que o BC tenta 'colocar a bola no chão' para levar o debate da teoria para a observação dos dados reais.
José Márcio Camargo, da Genial Investimentos, destacou que a decisão de parar os cortes gera insatisfação no PT, mas sinaliza que as decisões do Copom continuam livres de interferência política. Fabio Kanczuk, ex-diretor do BC, classificou como 'gravoso' qualquer corte na Selic no cenário atual.



