Quatro vereadores da Câmara Municipal de São Paulo formalizaram uma representação na Corregedoria da Casa contra as parlamentares Amanda Paschoal e Luana Alves, ambas do PSol. O documento solicita a abertura de processo disciplinar e a cassação dos mandatos das duas por suposta quebra de decoro parlamentar.
Os autores da denúncia — Major Palumbo (PP), Sandra Santana (MDB), Sandra Tadeu (PL) e Kenji Ito (Podemos) — integram a base aliada do prefeito Ricardo Nunes e fizeram parte da comissão especial que rejeitou o pedido de impeensão contra o gestor. Segundo os denunciantes, antes da sessão que arquivou o processo, as vereadoras do PSol teriam coordenado campanhas em redes sociais expondo os pares e convocando seguidores a pressionar os parlamentares da comissão.
A representação anexa postagens com imagens dos vereadores Rubinho Nunes, Major Palumbo, Sandra Santana, Kenji Ito e Sandra Tadeu. Os autores também apontam que Luana Alves teria interrompido colegas durante a reunião da comissão especial até ter o uso da palavra indeferido pelo presidente do colegiado, Rubinho Nunes.
Após a votação que resultou no arquivamento do impeachment, as parlamentares são acusadas de gravar vídeos e emitir declarações que atentariam contra a honra dos colegas e a integridade da instituição legislativa. Entre os exemplos citados, Luana Alves declarou em vídeo que “a maioria dos vereadores está na mão do prefeito… por cargo, por toma lá dá cá”, enquanto Amanda Paschoal afirmou à imprensa que “os vereadores da base que compuseram essa comissão especial (…) são vendidos para o prefeito” e que “a casa é vendida para o prefeito”.
O documento foi protocolado nesta quinta-feira (5/11) na Corregedoria da Câmara, comandada pelo vereador Sargento Nantes (PP), aliado de Ricardo Nunes. A reportagem entrou em contato com Luana Alves e Amanda Paschoal, mas o espaço segue aberto para manifestação.



