Na quarta-feira, 9 de novembro de 2023, o debate entre os candidatos ao Senado Federal de São Paulo, promovido pela TV Bandeirantes em ambiente de elevado teor institucional, evidenciou um endurecimento acentuado das posições em face da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), com Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) articulando apoio ao impeachment de ministros condenados por corrupção ou crimes de responsabilidade, enquanto Ricardo Salles (Novo) e Guilherme Derrite (PP) reforçaram críticas ao que denominam ingerência do Judiciário na esfera legislativa.
Contexto Institucional e Estratégia Legislativa na Defesa da Accountability Judicial
A apuração realizada pela reportagem constatou que a tônica do confronto centralizou-se na legitimidade do poder de controle exercido pelo Congresso sobre magistrados do STF, com Simone Tebet defendendo que decisões monocráticas devem ser remetidas ao plenário em prazo máximo de 48 horas, sob pena de violação ao princípio da colegialidade constitucional prevista no artigo 105 da Constituição Federal.
Nos arredores do debate, auxiliares do governo Lula, como Marina Silva, alinharam-se à proposta de fim da vitaliciedade dos mandatos dos ministros, enquanto correligionários de Flávio Bolsonaro, representados por André do Prado (PL), e do partido Novo, representados por Ricardo Salles, adotaram postura mais incisiva, acusando o centrão de obstaculizar pedidos de impeachment motivados por interesses políticos partidários.



