Em sabatina realizada na quinta-feira (24/9) pelo, o candidato Fernando Haddad reconheceu que a eleição para governador de São Paulo pode ser definida já no primeiro turno, em 4 de outubro, diante do cenário atual de intenções de voto que indica vantagem de Tarcísio de Freitas, embora tenha assegurado que a vitória do adversário não influenciará o mandato federal de Lula.
Apuração Eleitoral e Contexto das Intenções de Voto
A pesquisa Quaest, registrada no TSE sob o código SP-00959/2026 e divulgada em 23 de setembro, apontou Tarcísio de Freitas com 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Fernando Haddad manteve-se em 27%, mantendo a mesma projeção registrada na pesquisa anterior. Com margem de erro de 2 pontos percentuais e confiança estatística de 95%, o levantamento abrangeu 1.800 eleitores de 16 anos ou mais em todo o estado de São Paulo entre os dias 19 e 22, refletindo a dinâmica volátil da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Haddad contextualizou suas declarações ao referir-se a eleições anteriores — como as de 2010,2014 e 2006 — nas quais candidatos derrotados no primeiro turno ainda assim conseguiram reeleição presidencial, argumentando que a existência de apenas dois candidatos no pleito paulista reduz a probabilidade de surpresas inesperadas e inviabiliza qualquer automatismo que impeça a continuidade da chapa vencedora.
A pesquisa Quaest registrou Tarcísio de Freitas com 44% das intenções de voto no primeiro turno para governador de São Paulo, contra 27% de Fernando Haddad.
Repercussão Política e Estratégias de Campanha
As posições assumidas por Haddad durante a sabatina evidenciam uma estratégia defensiva voltada à preservação do governo federal, ao mesmo tempo em que ataca diretamente as propostas do adversário, como a suposta apropriação por Tarcísio das operações do Ministério Público de São Paulo, ao qual acusou de não ter perfil 'de xerife', reforçando críticas à sua trajetória como ex-prefeito e ministro da Infraestrutura.
Com a proximidade do segundo turno — caso se confirme — e o risco real de polarização crescente, os próximos passos incluem a mobilização intensiva dos comitês regionais do PT, ajustes na retórica econômica para conter a erosão na base eleitoral e a pressão para que Lula intervenha estrategicamente sem violar protocolos constitucionais.



