Na Pampulha, local onde O scar Niemeyer consolidou sua visão modernista ao projetar o Museu de Arte da Pampulha (MAP), o arquiteto Marcelo Palhares Santiago revelou, por meio de reconstituição digital com inteligência artificial, o desdobramento do "disco voador", anexo circular branco que deveria complementar o edifício original e resolver a inadequação estrutural do local para abrigar o acervo museuístico, em projeto apresentado em 2004 e que, até então, permaneceria restrito ao papel.
Contexto Histórico e Arquitetônico do Projeto Não Executado
A investigação conduzida por Santiago, membro do ARQBH Arquitetura de Belo Horizonte, partiu da análise minuciosa dos desenhos originais de Niemeyer e dos registros documentais que detalham a proposta de 2004 para anexar ao MAP uma estrutura circular em concreto e vidro, destinada a suprir as limitações do edifício inicial — construído originalmente como cassino em 1946 e convertido em museu em 1957 —, conforme constatado em relatório técnico da ARQBH que cruzou documentos arquitetônicos com pareceres ambientais da Secretaria de Meio Ambiente.
O s estudos apontam que a construção sobre a Lagoa da Pampulha, embora visualmente emblemática, violaria normas do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (Condec) e da legislação ambiental vigente, impedindo a viabilidade física; assim, Niemeyer optou por uma segunda alternativa — um volume horizontal e baixo no terreno adjacente — que foi aprovada pelos órgãos competentes, mas jamais materializada, mantendo-se como hipótese urbanística até hoje.



