Na manhã de sexta-feira (2/10), Carlos Bolsonaro (PL-SC), candidato ao Senado, publicou uma campanha eleitoral direcionada a Santa Catarina, omittindo o irmão Jair Renan (PL-SC), candidato a deputado federal, em clara ausência de menção ao parlamentar na lista de apoios anunciada por seu comando de campanha.
Contexto Político e Estrutura da Campanha Eleitoral em Santa Catarina
A apuração da reportagem confirmou que a publicação oficial do candidato do Partido Liberal em Santa Catarina, veiculada nas redes sociais e no site de campanha, listou três nomes como principais aliados do 'time 22' local: Flávio Bolsonaro para a Presidência, Carol de Toni para o Senado e Jorginho Mello para o Governo do Estado, sem qualquer referência a Jair Renan, apesar da proximidade familiar e da trajetória política compartilhada entre os irmãos.
O silêncio do nome de Jair Renan, que já havia sinalizado intenção de concorrer ao cargo de deputado federal pelo mesmo partido na mesma unidade federativa, gerou estranheza entre analistas políticos e membros da base bolsonarista em SC, que destacam a tradição familiar como elemento central da estratégia eleitoral no estado.
A omissão do nome do irmão Jair Renan na campanha de Carlos Bolsonaro expõe fissura estratégica no comando familiar dentro do Partido Liberal em Santa Catarina.
Repercussão Institucional e Diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a autorização para que Carlos Bolsonaro e Jair Renan continuem realizando visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo após o registro da candidatura de este último à Deputado Federal, sinalizando que a presença dos dois irmãos no palácio do Planalto não configura infração ao Código de Diretrizes da Campanha.
A decisão do TSE reforça o entendimento de que a atuação dos candidatos na articulação política com o líder histórico do movimento não viola normas de uso institucional do tempo de televisão ou de propaganda eleitoral antecipada.



