Após exames de sangue e controle radiológico do tórax confirmarem sua estabilidade clínica, o papa Leão XIV receberá alta hospitalar no sábado (17/10), encerrando nove dias de internação no Hospital Gemelli, em Roma, após o tratamento cirúrgico realizado para remoção de adenocarcinoma pulmonar no lobo inferior do pulmão direito.
Contexto Médico e Cirúrgico da Internação Papal
O papa Leão XIV subiu para o altar da história da medicina vaticana ao submeter-se, na terça-feira (13/10), à cirurgia videoassistida que excisou o lobo inferior do pulmão direito, onde foi diagnosticado o adenocarcinoma pulmonar em estágio avançado; o procedimento, conduzido por equipe médica sob supervisão direta do Vaticano, transcorreu sem complicações clínicas ou hemodinâmicas, conforme relatório técnico divulgado pela Santa Sé.
Desde a intervenção, o pontífice manteve repouso estrito e dieta leve sob acompanhamento intensivo de fisiologia e oncologia, com exames laboratoriais diários e monitoramento por tomografia computadorizada do tórax que confirmaram ausência de sinais de metástase ou complicações pós-operatórias, consolidando sua aptidão para alta hospitalar.
Após nove dias de internação, o papa Leão XIV está clinicamente apto a deixar o Hospital Gemelli e retomar atividades sedentárias com autorização médica final.
Repercussão Diplomática e Compromissos Institucionais
Na sexta-feira (16/10), durante chamada telefônica com o presidente Vladimir Putin, o papa reiterou seu apelo humanitário para suspender os ataques em zonas ucranianas sob fogo cruzado, a fim de garantir a entrega de alimentos, suprimentos médicos e a saída voluntária de civis das áreas afetadas pelo conflito.
A iniciativa reforça a tradição diplomática do pontificado em atuar como mediador moral em crises internacionais, mesmo sem vínculos institucionais formais com governos beligerantes.
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