Encerrando nesta sexta-feira (16) o prazo para o envio de contribuições à consulta pública que orientará a formulação do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir), iniciativa do governo federal que busca integrar à agenda estatal respostas estruturadas ao racismo estrutural e às desigualdades históricas enfrentadas por populações negras e tradicionais no Brasil.
Contexto Institucional e Histórico da Consulta Pública
A consulta pública, disponibilizada na plataforma Participa + Brasil, recebeu contribuições de representantes de organizações da sociedade civil, movimentos de mulheres negras, comunidades quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e terreiros, conforme registrado nos relatórios preliminares do Ministério da Igualdade Racial (MIR). A iniciativa segue o encerramento da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), realizada em setembro de 2025, que reuniu cerca de 15 mil participantes em etapas locais, estaduais e temáticas, consolidando um processo deliberativo inédito na agenda de reparação racial do país.
O plano estratégico, estruturado em 16 eixos temáticos, visa definir compromissos do Estado com ações articuladas entre os poderes públicos, metas mensuráveis, indicadores de monitoramento e mecanismos de avaliação contínua, com o objetivo de promover justiça racial e econômica nos próximos anos.
O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos do Estado brasileiro para combater o racismo com ações articuladas, metas, indicadores e mecanismos de monitoramento.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Implementação
As propostas submetidas à consulta serão analisadas pelo Comitê Interministerial de Promoção da Igualdade Racial (CIPIR), órgão vinculado ao MIR, que deverá consolidar um documento final com ajustes de redação, inclusão de novos objetivos estratégicos e aprimoramento dos indicadores de justiça social já existentes no primeiro plano nacional.
Especialistas apontam que a efetivação do plano dependerá da alocação orçamentária específica para as ações propostas, bem como da criação de espaços participativos permanentes que garantam a fiscalização social sobre os resultados alcançados.



