O Fundo Eleitoral do PDT-SP, no valor de R$ 169,3 milhões, foi distribuído de forma desigual entre os candidatos a deputado federal em São Paulo, gerando insatisfação generalizada que culminou em declarações como "chacota", "injustiça" e "esmola", conforme registros de diálogos internos obtidos pelo e analisados em conjunto com fontes oficiais do partido.
Contexto Institucional e Desigualdade na Distribuição do Fundo Eleitoral
A apuração revelou que o Fundo Eleitoral nacional do PDT, no montante de R$ 169,3 milhões, foi alocado de maneira acentuadamente desigual na região mais populosa do país, São Paulo, onde candidatos receberam entre R$ 10 mil e R$ 400 mil, enquanto outros sequer obtiveram recursos mínimos para custear a trajetória eleitoral.
O s registros de conversas no grupo WhatsApp 'Deputados Federais PDT São Paulo', obtidos entre agosto e 3 de setembro, expuseram a percepção de desorganização e preconceito político na distribuição da verba, com relatos que destacam a ausência de suporte material — como panfletos e bandeiras — e a promessa não cumprida de assistência logística durante viagem a Brasília, onde o presidente nacional Carlos Lupi havia garantido liberação financeira para todos os candidatos.
Candidatos relataram receber entre R$ 10 mil e R$ 400 mil, com relatos de que o valor mínimo é insuficiente para custear a campanha, inclusive honorários advocatícios.
Repercussão Política e Compromissos Não Cumpridos
As críticas se intensificaram com a denúncia de favorecimento a candidatos com maior visibilidade nas redes sociais, como youtubers e influenciadores digitais, que receberam recursos superiores a R$ 50 mil, enquanto demais foram limitados a valores simbólicos, contrariando o princípio de igualdade política previsto em normas eleitorais.
Antecedentes indicam que o PDT-SP falhou na entrega de compromissos financeiros e logísticos assumidos durante audiência em Brasília, onde Carlos Lupi prometeu apoio à totalidade dos candidatos ao deputado federal, fato que motivou questionamentos sobre a gestão partidária e a transparência na aplicação dos recursos públicos.
R$ 10 mil se já gastou R$ 2 milhões só para chegar lá?



