Reserva de Luxo para Magistrado durante o Carnaval 2025
O banqueiro brasileiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, organizou a reserva da mansão avaliada em R$ 250 milhões pertencente ao ator global Márcio Garcia, localizada em Joá, zona sul do Rio de Janeiro, para hospedagem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques (KN), e do desembargador Newton Ramos, durante o Carnaval de 2025. A estrutura, com 6 mil metros quadrados e sete suítes, foi disponibilizada como parte de um acordo entre os envolvidos, segundo mensagens extraídas do celular de Vorcaro e apuradas pela Polícia Federal.
Estrutura de Hospitalidade Completa para Autoridades
A mansão, avaliada em R$ 250 milhões, custou cerca de R$ 1,45 milhão apenas pela semana de hospedagem no período carnavalesco. O imóvel conta com infraestrutura completa para receber o grupo, incluindo feijoada para aproximadamente 40 pessoas, abastecimento de bebidas premium como Dom Pérignon e Whiskey Macallan 12, além de serviços especializados como chef de cozinha, garçons e motoristas. Além disso, o acesso ao camarote foi garantido sem necessidade de cadastro no aplicativo do evento, conforme solicitado por Newton Ramos.
Diálogos Revelam Articulação entre Parceiros
As conversas entre Daniel Vorcaro e Léo Serrano Giunchetti, responsável pela logística das viagens do banqueiro, demonstram a preocupação prioritária com a acomodação do ministro KN. Em 19 de fevereiro de 2025, Léo informou que Newton Ramos havia solicitado detalhes específicos para repassar ao ministro, já que a mansão de Márcio Garcia seria destinada ao STF. Vorcaro confirmou que o imóvel ficaria à disposição do magistrado e autorizou a organização da feijoada para cerca de 40 convidados na sexta-feira anterior ao Carnaval.
Contexto Policial e Implicações
Investigações da Polícia Federal indicam que KN corresponde ao ministro Kassio Nunes Marques, conhecido por sua proximidade com o desembargador Newton Ramos. A Polícia Federal está apurando possíveis irregularidades na contratação do imóvel e no valor pago pela hospedagem. Enquanto os magistrados não se manifestaram publicamente sobre o caso, a revelação das mensagens reforça suspeitas de uso indevido de recursos públicos ou favores pessoais em troca de favorecimentos institucionais.



