O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda‑feira que o governo do presidente Donald Trump não descarta o uso da força militar contra o Irã, ao mesmo tempo em que anunciou a ampliação das categorias de condutas iranianas sujeitas a sanções econômicas.
Contexto Estratégico e Expansão das Sanções Econômicas
A declaração de Hegseth, proferida durante coletiva de imprensa no Pentágono, reforça a postura de dissuasão nuclear que norteia a política externa americana em relação ao regime iraniano, destacando que a pressão econômica já em curso poderia culminar em ações militares caso as negociações não avancem.
Nos dias subsequentes à divulgação, o Departamento do Tesouro ampliou oficialmente as listas de condutas que habilitam sanções, incluindo atividades de transporte marítimo no Estreito de O rmuz e operações financeiras vinculadas a entidades vinculadas ao governo de Teerã, sinalizando uma escalada de medidas coercitivas coordenadas com aliados regionais.
A administração Trump avança com um plano de pressão econômica denominado "Dia D" enquanto mantém a opção militar no Mediterrâneo Persico.
Repercussão Diplomática e Desafios na Aplicação das Sanções
Scott Bessent, secretário do Tesouro, ressaltou que os EUA buscam alinhar expectativas diplomáticas com parceiros internacionais para que interrompam relações comerciais e financeiras com Teerã, sem estabelecer prazos definitivos, enfatizando a necessidade de paciência estratégica apesar da pressão interna.
Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador principal do Irã, rebateu a proposta americana alegando que o governo Trump "não estava em condições" de limitar a atividade econômica iraniana com outros países, indicando resistência diplomática e possíveis retaliações comerciais.



