Na reta final da campanha eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL) rebateu alegações de que pretende limitar o recebimento do Bolsa Família a dois anos, afirmando que o prazo valeria apenas para beneficiários que conseguirem emprego formal ou abrirem negócio, enquanto os pagamentos com reajuste de 15% promulgado pelo governo Lula iniciam nesta semana e sua agenda final segue com eventos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Contexto Institucional e Estratégia de Apuração
A apuração jornalística confirmou que a coordenação econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, representada por Daniella Marques, gerou dúvidas sobre a proposta de transição do Bolsa Família, após declarações que apontaram para a necessidade de corte de R$ 200 bilhões nas despesas públicas, o que desencadeou questionamentos sobre possíveis restrições aos benefícios sociais.
Embora o senador tenha negado categoricamente a intenção de limitar o programa a dois anos, ressaltou que eventuais mudanças dependeriam da obtenção de emprego ou abertura de empresa, mantendo a proteção jurídica prevista na legislação vigente, enquanto aliados destacam preocupação com o desgaste político diante do aumento do benefício e da janela eleitoral reduzida.
Flávio Bolsonaro nega limitar o Bolsa Família a dois anos, afirmando que o prazo vale apenas para quem conquistar emprego ou abrir negócio
Repercussão Política e Desafios na Reta Eleitoral
A campanha do PL tem mobilizado aliados como prefeitos e governadores para reforçar a imagem do candidato nas redes sociais e nas bases regionais, especialmente em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, onde eventos finais buscam consolidar apoio antes do confronto televisivo com Lula na próxima sexta-feira (23/10).
Enquanto isso, o PT intensificou a crítica ao candidato ao vincular suas propostas econômicas à ameaça de corte em programas sociais, apesar de Flávio ter reiterado seu compromisso com a continuidade dos benefícios para famílias em situação de vulnerabilidade.
O prazo de dois anos para o recebimento do Bolsa Família só se aplica a beneficiários que já tenham renda formal ou empreendimento próprio, conforme regras atuais do programa, e qualquer alteração unilateral por parte do Executivo ou do Legislativo dependerá de aprovação orçamentária e constitucional.



