O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) reprogramou o julgamento do ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier, acusado de mandar o assassinato do adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, ocorrido em março de 2004, para 9 de setembro, após decisão que suspendeu a sessão inicialmente prevista para a quarta-feira (26/8), em razão de questões de saúde do magistrado responsável.
Revisão Processual e Antecedentes da Anulação Judicial
A defesa de Adão Xavier apresentou novos elementos probatórios — incluindo relatório policial complementar e depoimento do policial civil Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior, ex-investigador da Corvide — que, segundo o jurista responsável pela análise, demandaram a revisão da consistência das provas e da regularidade dos procedimentos investigativos, culminando na anulação do veredito anterior proferido em 2024.
O caso, que completou duas décadas desde o crime, já havia sido julgado com sentença condenatória que impôs 15 anos de reclusão ao ex-parlamentar, mas a decisão foi suspendida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com base em suposta violação ao contraditório e à ampla defesa, reabrindo o processo para novo exame perante o Tribunal do Júri.
O ex-deputado distrital responde por homicídio doloso contra adolescente e responde por candidatura política em 2026.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A anulação do veredito reacendeu o debate sobre garantias processuais em casos de alta repercussão política, com o Ministério Público do Distrito Federal aguardando manifestação formal sobre a necessidade de nova instrução probatória ou a possibilidade de aplicação imediata da lei penal mais gravosa.
Adão Xavier, que concorre à Câmara Legislativa pelo Democratas Cristã nas eleições municipais de 2026, mantém postura institucional ao se colocar à disposição das autoridades para colaborar com esclarecimentos adicionais sobre os fatos investigados.



