Na contínua apuração sobre o financiamento e a origem dos recursos do filme Dark Horse, a produtora Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, afirmou que entregará na próxima sexta-feira os documentos comprobatórios solicitados pela Polícia Federal, após o adiamento do prazo inicial devido à complexidade na coleta de evidências internacionais.
Contexto e Desdobramentos da Solicitação Policial
A Polícia Federal já havia requisitado, por meio de ofício oficial enviado por um delegado de Brasília em 18 de agosto, a apresentação voluntária da documentação comprobatória referente ao filme Dark Horse, incluindo faturas, contratos, aditivos e comprovantes das origens dos recursos financeiros, com o objetivo de mapear a origem dos recursos utilizados em sua produção.
A produtora, que detém os direitos autorais e é responsável pela execução do filme que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, enfrenta desafios técnicos para reunir os documentos emitidos por fornecedores estrangeiros, o que justificou o adiamento do prazo inicialmente previsto para a entrega.
O filme Dark Horse, que custa cerca de R$ 20 milhões em produção, está sob investigação por possível lavagem de dinheiro e uso irregular de recursos públicos.
Repercussão e Desafios na Apuração
A defesa inicial da Go Up Entertainment interpretou o requerimento policial como uma ação de pesca probatória, mas, após análise detalhada das exigências documentais e orientações legais, comprometeu-se a colaborar integralmente com as investigações em curso.
Especialistas em direito administrativo apontam que a ausência de transparência nos canais de financiamento cinematográfico pode configurar infração à Lei de Acesso à Informação e sujeitar os envolvidos a sanções civis e penais previstas no Código Penal.



