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MPF processa ByteDance por falhas na moderação de comentários racistas no TikTok

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 14:03
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MPF processa ByteDance por falhas na moderação de comentários racistas no TikTok
Fatos Rápidos da Notícia
  • MPF entrou com ação contra a ByteDance Brasil por falhas na moderação de comentários racistas no TikTok
  • Investigação encontrou 622 comentários com expressões de discriminação racial entre 5.996 analisados em uma publicação
  • MPF solicita R$ 200 milhões por danos morais coletivos
Resumo Editorial

O Ministério Público Federal move ação contra a ByteDance Brasil, responsável pelo TikTok, alegando que a plataforma não removeu conteúdos racistas mesmo após denúncias e notificações. O órgão pede R$ 200 milhões por danos morais coletivos e medidas corretivas no sistema de moderação.

O MPF ajuizou ação civil pública contra a ByteDance Brasil, controladora do TikTok, por falhas na identificação e remoção de comentários racistas na rede social. A investigação teve início após um usuário denunciar mensagens em um vídeo que associavam um jovem negro ao suposto roubo de um celular, relacionando sua aparência e cor da pele à criminalidade.

Segundo o Ministério Público, as denúncias feitas pelo aplicativo não resultaram na remoção dos conteúdos, que permaneceram disponíveis mesmo após notificações do MPF. A ByteDance alegou que a operação técnica cabia a outra empresa do grupo sediada em Singapura e solicitou a identificação individual dos endereços eletrônicos dos comentários.

Após perícia, o MPF identificou 5.996 comentários na publicação, sendo que 622 continham expressões associadas à discriminação racial. Uma segunda análise realizada em maio apontou que o vídeo continuava disponível com mais 22 registros de expressões racistas.

O MPF afirmou que tentou negociar uma solução extrajudicial em janeiro, mas a proposta foi rejeitada pela empresa, que defendeu que seus mecanismos de moderação já eram suficientes. A ação pede ainda que a Justiça determine correções no sistema de moderação e mais eficácia nos canais de denúncia.

O valor de R$ 200 milhões solicitado por danos morais coletivos será destinado ao fundo previsto na legislação brasileira de proteção dos direitos coletivos. O MPF destacou que mensagens associando pessoas negras à criminalidade reforçam estereótipos e contribuem para normalizar o racismo no ambiente digital.

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Tags:racismo

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