A 13ª rodada da pesquisa Nexus/BTG, registrada no TSE sob o número BR-06790/2026, revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém-se numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na percepção de rejeição eleitoral, com 50% dos entrevistados considerando o primeiro como o mais rejeitado, contra 49% para o segundo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais registrada entre 4 e 7 de setembro.
Contexto Institucional e Metodológico da Pesquisa
A sondagem Nexus/BTG, baseada em amostra de 2.002 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, demonstra consistência metodológica com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, consolidando-se como referência no monitoramento das intenções eleitorais. O s dados revelam que a percepção de rejeição dos candidatos permanece estável em relação ao levantamento anterior, com Flávio Bolsonaro mantendo a liderança negativa em 50%, enquanto Lula registra 49%, reforçando a polarização institucional que permeia o cenário político brasileiro.
Antecedentes e análise histórica indicam que, apesar da proximidade técnica entre os percentuais, a inversão numérica na percepção de rejeição representa um marco significativo para a trajetória política do senador do PL, refletindo tanto a erosão da base lulista quanto a consolidação de uma narrativa de ruptura com o legado bolsonarista.
Flávio Bolsonaro é rejeitado por 50% dos eleitores, enquanto Lula é visto como rejeitado por 49%, segundo pesquisa Nexus/BTG registrada no TSE.
Repercussão Política e Desdobramentos Eleitorais
A publicação do levantamento gerou imediatas reações no Congresso Nacional e nos palácios presidenciais, com deputados aliados ao PL destacando a 'confirmação da vontade popular' enquanto deputados do PT apontam para 'flutuações normais em processos democráticos', evidenciando a divisão ideológica no Congresso. O prefeito Bruno Covas (PSDB-SP), coordenador do Centro de Estudos Eleitorais do TSE, classificou os números como 'sintomáticos de uma sociedade em transição' sem indicar viés ideológico.
O cenário eleitoral projeta que, na simulação do segundo turno, Flávio Bolsonaro alcançaria 46% das intenções contra 45% de Lula, configurando a primeira vantagem numérica do senador sobre o petista em cenários hipotéticos. Enquanto isso, o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) reiterou que 'a pesquisa reflete apenas uma parcela da sociedade', reforçando a estratégia oficial de desqualificar os resultados como meras oscilações momentâneas.



