Na segunda-feira (19/10), durante fase de recuperação de cirurgia para remoção de adenocarcinoma pulmonar, o Papa Leão XIV comunicou-se por telefone com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, reiterando apelo pela trégua humanitária em Kherson e destacando a urgência da entrega de alimentos, atendimento médico e evacuação segura da população civil de O leshky.
Contexto Histórico e Desafios Humanitários em Kherson
A conversa telefônica, registrada oficialmente pelo Vaticano, ocorreu em um momento delicado, já que o pontífice encontra-se sob observação médica após procedimento cirúrgico realizado em 13 de outubro, no qual foi extirpado o lobo inferior do pulmão direito para tratar adenocarcinoma pulmonar detectado em exames de rotina; o apelo à trégua, já formalizado junto ao governo russo, visa permitir a circulação de cargas humanitárias e a saída ordenada de milhares de civis ainda presentes na cidade de O leshky, região sitiada pelas forças russas desde 2022.
O contexto humanitário na cidade se agrava com bloqueio imposto pelas autoridades ocupantes, que restringe o acesso a combustível, medicamentos e alimentos, agravando a crise enfrentada por moradores que dependem de assistência externa para sobrevivência.
Mais de 15 mil civis permanecem em O leshky, segundo relatório da O NU, sem acesso garantido a alimentos ou assistência médica desde o início do cerco russo.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
O Vaticano reforçou que a iniciativa dialogal se insere na estratégia pastoral do pontífice de mediar conflitos armados, com apoio técnico da Santa Sé e engajamento diplomático indireto com atores regionais interessados na desescalada.
Especialistas em segurança internacional apontam que a trégua depende da pressão sobre Moscou e da disposição do Kremlin em conceder acesso humanitário sem comprometer sua posição militar em Kherson.



