Um homem suspeito de praticar estupro e roubo contra mulheres dentro de suas próprias casas foi preso pela Polícia Civil em Belém nesta quarta-feira (4). A captura aconteceu durante a operação “Umbra”, conduzida pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP/GTV), e incluiu o cumprimento de mandado de prisão temporária e busca e apreensão domiciliar.
Os crimes investigados ocorreram durante a madrugada, com invasão de imóveis, ameaças, violência física e uso de arma branca. O primeiro caso foi registrado em junho no bairro Tenoné, quando uma mulher de 53 anos que morava sozinha foi surpreendida enquanto dormia. De acordo com a delegada Caroline Batista, diretora da Deam de Belém, o suspeito estava armado com uma faca e ameaçou a vítima para cometer violência sexual; a ação durou mais de uma hora até a mulher conseguir fugir em um momento de distração do agressor.
O segundo episódio aconteceu em agosto no distrito de Outeiro, envolvendo uma mulher que dormia com os três filhos, de um, seis e dez anos. Segundo a delegada Sawana Fontes, responsável pela investigação, o homem exigiu dinheiro, levou dois celulares, ameaçou a vítima com uma faca e imobilizou-a com um cabo de carregador antes de cometer o estupro. Mesmo diante dos pedidos da mulher e do choro das crianças, o agressor continuou as agressões, atingindo a cabeça da vítima; antes de fugir com os aparelhos, amarrou os pés dela, cobriu seu rosto e a deixou trancada na residência.
A Polícia Civil identificou semelhanças entre os dois crimes, como invasão noturna, uso de roupas para ocultar a identidade, ameaças com arma branca e violência contra as vítimas. Um resultado de perícia papiloscópica contribuiu para a identificação: fragmentos de impressões digitais encontrados em um dos locais foram comparados com registros biométricos e apresentaram correspondência com o suspeito. A delegada Caroline Batista apontou essa análise técnica como importante para o avanço das investigações.
Com autorização judicial, foi determinada a coleta de material genético do investigado. Após a prisão, ele deve ser encaminhado à Polícia Científica para o procedimento e posterior comparação com vestígios biológicos recolhidos das vítimas. O homem permanece à disposição da Justiça e as investigações continuam para esclarecer completamente os casos e apurar sua responsabilidade penal.



