O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, decidiu devolver a André Mendonça as investigações referentes à Farra do INSS. Em despacho assinado na quinta-feira (29/10), Fachin determinou o envio dos procedimentos sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social ao gabinete do ministro Mendonça. Segundo a decisão, não existem elementos que justifiquem a permanência desses casos sob responsabilidade da Presidência do STF. Fachin destacou que sua atuação nesses procedimentos é excepcional, sobretudo quando há indícios de envolvimento de integrantes do Supremo.
Diferentemente da Farra do INSS, o Caso Master permanecerá sob a responsabilidade da Presidência do STF por até 90 dias. A medida busca permitir a análise de informações sobre possíveis referências a ministros da Corte nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. Fachin aguarda o recebimento de relatórios da PF com menções a integrantes do Supremo Tribunal Federal. O caso chegou ao gabinete do presidente após a revelação de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. A PF deverá encaminhar os documentos a Fachin, envio que foi alinhado entre o diretor-geral Andrei Rodrigues e o presidente da Corte há duas semanas, com o objetivo de evitar desgastes como os ocorridos anteriormente com relatórios sobre relações do ministro Dias Toffoli com a teia ligada ao banqueiro.



