Na sessão marcada para esta quinta-feira (22) no Tribunal do Júri em Manaus, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analisará quatro denúncias decorrentes da suspensão da partida entre Brusque e Paysandu, ocorrida em 10 de outubro após falha estrutural na arquibancada visitante da Arena Simon, em Brusque.
Contexto Institucional e Antecedentes do Julgamento
O confronto, que seguia com o Paysandu à frente por 1 a 0 aos 47 minutos do primeiro tempo, foi interrompido após a imprensa constatar risco iminente à integridade física de torcedores e ao Cinegrafista presente em plataforma improvisada no setor comprometido, enquanto a vistoria do Corpo de Bombeiros concluiu que as condições estruturais eram insalubres para a permanência do público; a decisão de adiar o jogo para o dia seguinte foi tomada com base nessa avaliação técnica, apesar da tentativa inicial de retomada imediata durante aproximadamente duas horas.
O episódio inseriu-se no quadro da última rodada do quadrangular da Série C, ampliando o debate sobre responsabilidade técnica e administrativa dos clubes envolvidos, especialmente diante da ausência de medidas preventivas concretas por parte do Brusque em garantir a segurança das instalações esportivas.
A Arena Simon, palco da suspensão, registrou risco estrutural à segurança do torcedor em pleno primeiro tempo, com a vistoria do Corpo de Bombeiros declarando insegurança total para permanência do público.
Repercussão Legal e Perspectivas Futuras
O STJD já intimou o Brusque, o Paysandu e o dirigente Rafael Roncaglio a apresentar defesa prévia sob pena de sanções que podem incluir multas milionárias, rebaixamento ou até proibição de jogos em seu estádio por período indeterminado, conforme previsto nos artigos 211,213 e 243-G do CBJD.
A expectativa é que o julgamento consolidue os limites éticos e operacionais entre clubes e autoridades desportivas diante de falhas críticas em infraestrutura e gestão de multidões, estabelecendo precedente relevante para os demais torneios nacionais.



