Em 25 de outubro, o presidente Lula foi reeleito ao derrotar Flávio Bolsonaro por 51,79% a 48,21%. A vitória ocorre em um cenário internacional onde governos em exercício têm sido derrotados em diversos países, como Estados Unidos, Alemanha e Polônia, devido à insatisfação com inflação e estagnação do poder de compra.
Dados do IBGE apontam que o rendimento médio do trabalho alcançou recorde de R$ 3,7 mil mensais e o desemprego caiu para 5,2% no trimestre até setembro. A pobreza recuou de 27,3% para 23,1% entre 2023 e 2024, enquanto a extrema pobreza caiu de 4,4% para 3,5%, os menores índices já medidos.
A FAO confirmou que o Brasil segue fora do Mapa da Fome pela segunda vez na gestão de Lula. Os programas sociais foram retomados, mas a população ainda enfrenta desafios financeiros, com dívidas consumindo 29% da renda das famílias e inadimplência atingindo o maior índice da série histórica, com 6%.
Embora pesquisas indicassem alta rejeição à gestão federal antes do segundo turno, a maioria dos eleitores entendeu que os avanços conquistados estariam sob ameaça com a proposta do adversário. A mobilização da sociedade foi determinante para que o eleitorado optasse por manter os programas sociais existentes.
Após o resultado, o dólar disparou 8,21%, fechando a R$ 5,403, e a Bolsa despencou 13,88%. Setores derrotados pressionam por cortes nos gastos sociais, embora Flávio Bolsonaro tenha negado durante a campanha que faria tais reduções.



