Na terça-feira, 29 de setembro, o publicitário Thiago Miranda, alvo da Polícia Federal em operação que investiga o financiamento do filme Dark Horse — ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro — e ao Banco Master, afirmou publicamente que o presidente Lula deveria ser preso, destacando seu engajamento político em redes sociais e sua participação na mediação entre o empresário Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro para viabilizar recursos de cerca de US$ 10,6 milhões no projeto.
Apuração Policial e Contextualização do Inquérito
A investigação da Polícia Federal, conduzida no âmbito do inquérito dos influencers, revelou que Thiago Miranda atuou como intermediário entre Daniel Vorcaro, empresário do setor financeiro, e Flávio Bolsonaro com o objetivo de viabilizar o financiamento do documentário Dark Horse, cujo orçamento total previsto era de US$ 24 milhões, dos quais cerca de US$ 10,6 milhões já tinham sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
Conforme registros apreendidos durante a operação, Miranda mantinha comunicação direta com Vorcaro para aproximá-lo do senador bolsonarista e negociar a alocação de recursos do projeto, o qual entrou no radar da PF por conta da origem suspeita dos recursos e pela suspeita de lavagem de capital vinculada a movimentações irregulares no Banco Master.
Cerca de US$ 10,6 milhões foram transferidos para o financiamento do filme Dark Horse entre fevereiro e maio de 2025.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Polícia Federal mantém postura técnica quanto ao andamento das investigações, reforçando que eventuais infrações envolvem crime organizado, sonegação de recursos e possível vínculo com atos ilícitos no âmbito do mercado financeiro e da propaganda política.
O Ministério Público Federal ainda não se manifestou oficialmente sobre a denúncia de Miranda, mas deve avaliar a tipificação dos atos apurados para eventual oferecimento de denúncia criminal contra os envolvidos.


