Milhares de eleitores do Rio de Janeiro enfrentaram longas filas e demoras significativas na votação no domingo, 4 de outubro, em diversas seções eleitorais da capital e regiões metropolitanas, com relatos de congestionamento em locais como Centro de Convenções Sul América, Escola Municipal Leitão da Cunha, Colégio Municipal Desembargador O scar Tenório e Centro de Duque de Caxias, agravados pela ausência de sinalização clara e pela redistribuição de seções eleitorais.
Contexto Institucional e O peracional das Alterações Eleitorais
A Agência Brasil constatou que ao menos 670 mil eleitores do Rio foram impactados por mudanças em 277 locais de votação, dos quais 72 foram redefinidos por questões de segurança pública, conforme relatório técnico divulgado pela instituição, enquanto a Justiça Eleitoral mantém a obrigatoriedade de permitir o voto a qualquer eleitor presente na fila até as 17h (horário de Brasília), mesmo que o encerramento oficial da votação ocorra após esse horário.
As alterações nos locais de votação, que incluem transferências para instituições como os prédios da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e ajustes em colégios municipais como o O scar Tenório, geraram sobrecarga operacional em novos centros, com relatos de aglomerações em dois andares do edifício da PUC devido à concentração de seções eleitorais previamente distribuídas em espaços menores.
Mais de 670 mil eleitores do Rio foram afetados por reestruturações em 277 locais de votação, incluindo 72 unidades modificadas por motivos de segurança.
Repercussão O ficial e Desafios na Gestão do Processo Eleitoral
A Diretoria do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) declarou, por meio de nota técnica, que as mudanças nos locais de votação obedecem a critérios técnicos e de segurança aprovados em conselhos deliberativos, ressaltando que os novos equipamentos eletrônicos e a logística reforçada foram implementados para garantir a transparência do processo.
Professores e servidores públicos lotados nos novos centros relataram sobrecarga no cadastro e na triagem biométrica, com alguns usuários optando pela desistência do voto antecipadamente, o que motivou o Ministério Público Federal a abrir investigação sobre possíveis violações ao princípio da universalidade do sufrágio.



