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Economia

Economista defende anúncio rápido de plano de ajuste fiscal pelo governo

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 13:00
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Economista defende anúncio rápido de plano de ajuste fiscal pelo governo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Deficit primário caiu de 2,4% do PIB em 2023 para cerca de 0,4% em 2024
  • Economista projeta manutenção do deficit em torno de 0,4% do PIB em 2026
  • Meta sugerida é superávit primário de 2% do PIB em dois ou três anos
Resumo Editorial

Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, afirma que a comunicação imediata de um plano fiscal é essencial para demonstrar responsabilidade, mesmo que a execução dos cortes ocorra gradualmente nos próximos anos.

Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, investidores aguardam sinais sobre a condução da política econômica. Para Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, o governo deve anunciar com celeridade um plano de ajuste fiscal, ainda que sua execução seja distribuída ao longo dos próximos quatro anos.

Em entrevista ao CNN Money, Salto avaliou que o quadro das contas públicas, embora desafiador, não é irreversível. Ele destacou que o déficit primário recuou de 2,4% do PIB em 2023 para cerca de 0,4% em 2024, mas lembrou que o governo havia prometido um superávit.

O economista apontou frustração em relação à promessa nascida com o novo arcabouço fiscal, a Lei Complementar 200, de 2023. Segundo ele, o Brasil não é dado a ajustes abruptos por razões políticas e econômicas, e cortes radicais e imediatos não seriam desejáveis.

Salto lembrou que a Constituição de 1988 estabeleceu bases para políticas sociais, de saúde e previdência que precisam ser preservadas. Ele afirmou que sem isso não existe Estado nem possibilidade de o país se tornar mais desenvolvido.

O alerta do economista ocorre em um momento delicado da economia brasileira, com crescimento em desaceleração desde meados de 2025, conforme o indicador IBC-BR do Banco Central. A política monetária com juros reais elevados e taxas internacionais mais altas do que há cinco ou seis anos contribui para esse cenário.

"O ajuste fiscal não precisa ser feito da noite para o dia, mas o plano precisa ser anunciado com celeridade para mostrar que o governo é responsável fiscalmente", ressaltou Salto.

Na avaliação de Salto, o plano deve contemplar medidas que segurem o crescimento da despesa obrigatória, que vem crescendo entre duas vezes e meia e três vezes a taxa de crescimento real do PIB. Ele defende ainda a redução dos gastos tributários, combate a supersalários, controle das emendas parlamentares e enfrentamento das renúncias fiscais.

A meta apontada por Salto é atingir um superávit primário de 2% do PIB em dois ou três anos para estabilizar a relação dívida-PIB. Ele afirmou que esse plano deve ser distribuído em quatro anos e ser um compromisso feito desde o primeiro dia.

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