Após abstenção de 26% no primeiro turno, ministério aponta dificuldades de deslocamento e propõe ações coordenadas para garantir transporte gratuito no segundo turno.
Contexto Institucional e Procedimentos de Coordenação
A análise do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), divulgada em 21 de setembro, identificou que 26% do eleitorado indígena não participou da votação no primeiro turno, índice atribuído a barreiras logísticas estruturais, como a ausência de transporte adequado para regiões remotas e a dispersão geográfica das comunidades.
A proposta técnica, elaborada com base em diálogo entre o MPI, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), prevê a criação imediata de uma sala de situação integrada com representantes do TSE, MPF e DPU para coordenar ações emergenciais, incluindo o uso de veículos públicos e frotas regionais para garantir o deslocamento seguro e gratuito dos eleitores até os locais de votação.
26% do eleitorado indígena não votou no primeiro turno devido a dificuldades logísticas para chegar aos locais de sufrágio
Repercussão Jurídica e Estratégias de Implementação
A Defensoria Pública da União (DPU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) em 21 de setembro com reclamação constitucional que pede a implementação imediata da gratuidade no transporte coletivo em 12 estados, abrangendo 3.518 municípios, com exigência de frequência equivalente à dos dias úteis e sem restrição de documentos ou cadastro.
O MPI reforça que a efetividade do direito ao voto depende da articulação intergovernamental, defendendo a inclusão efetiva dos órgãos indígenas no colegiado do TSE para evitar falhas operacionais no segundo turno.



