O Paraná tornou-se o primeiro estado da federação a utilizar um novo equipamento capaz de identificar drogas, medicamentos e produtos falsificados ou adulterados, como vinhos, azeites e bebidas alcoólicas. A tecnologia, até então restrita à Polícia Federal, passa a integrar o arsenal da polícia científica do estado.
O dispositivo atua na identificação e na caracterização de compostos químicos, trabalhando em nível molecular. Segundo Gabriela de Moraes Pinto, chefe de química forense da Polícia Científica do Paraná, o equipamento permite determinar a origem de uma substância adulterada, identificar os responsáveis e precisar o momento em que a adulteração ocorreu.
A adoção da tecnologia ganha relevância diante do crescente envolvimento de facções criminosas em esquemas de adulteração de produtos. O analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, afirmou que "também tem que ter tecnologia, investimento e um trabalho minucioso" no combate ao crime organizado.
O novo equipamento surge como resposta tecnológica a ameaças como a contaminação por metanol em bebidas alcoólicas, episódio que resultou em mortes. Os dados gerados auxiliam nas investigações de forma altamente específica.



