Uma nova pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro revelou, pela primeira vez, uma configuração distinta nas intenções de voto para um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com Flávio Bolsonaro (PL) registrando 42% contra 40% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em simulação baseada em entrevista presencial realizada entre 10 e 13 de setembro a 2.004 eleitores, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Contexto Institucional e Metodologia da Pesquisa
O levantamento Quaest, contratado pelo Grupo e registrado sob o protocolo BR-03607/2026 no TSE, utilizou amostra representativa de 2.004 eleitores entrevistados presencialmente em todo o Brasil, com métodos que asseguram a precisão estatística e o caráter imparcial da apuração, conforme diretrizes técnicas do Instituto Brasileiro de O pinião Pública e Estatística (IBOPE) e validadas pela própria instituição.
A análise do cenário eleitoral simulado aponta Flávio Bolsonaro à frente no confronto direto contra Lula, com 42% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente aparece com 40%, e os demais candidatos – como Augusto Cury (35%), Renan Santos (38%), Romeu Zema (33%) e Ronaldo Caiado (39%) – demonstram variações significativas dependendo do adversário, evidenciando a dinâmica volátil do eleitorado ainda em fase prévia à officialização das candidaturas.
Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto contra 40% do presidente em eventual disputa pela Presidência
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
O resultado do levantamento gerou reações imediatas por parte de aliados e assessores próximos aos dois principais candidatos, com o comando da campanha de Flávio Bolsonaro destacando o dado como indicativo de uma janela estratégica para a definição de agenda e mobilização de base, enquanto a equipe de Lula manteve postura cautelosa, ressaltando a necessidade de consolidação dos números e ressaltando a importância da unidade partidária diante do cenário competitivo.
Especialistas em ciência política apontam que o empate técnico apontado pelo BTG/Nexus – organismo que também participou da sondagem – reforça a instabilidade do eleitorado pré-candidatura oficial, com possibilidade elevada de oscilação nos próximos meses devido à ausência de definição definitiva de programas e trajetórias políticas dos postulantes.



