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Economia

Montadoras chinesas aceleram expansão na Europa e preparam produção local para driblar barreiras comerciais

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 05:00
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Montadoras chinesas aceleram expansão na Europa e preparam produção local para driblar barreiras comerciais
Fatos Rápidos da Notícia
  • Capacidade instalada na China permite produzir 63 milhões de veículos por ano; produção real foi de 34,78 milhões no último ano.
  • China detém 35% do mercado global de automóveis e 60% do segmento elétrico.
  • Participação dos veículos chineses nas vendas europeias supera 11% e pode atingir até 20% até 2030.
Resumo Editorial

Empresas da China buscam ampliar participação no mercado europeu, que já responde por mais de 11% das vendas de veículos asiáticos no continente, enquanto montadoras tradicionais apostam no relançamento de modelos clássicos para manter a competitividade.

A capacidade instalada na China permite a produção de 63 milhões de veículos por ano, embora a saída real das linhas de montagem tenha sido de 34,78 milhões no último ano, distribuídos entre mais de 90 marcas. O país concentra 35% do mercado global de automóveis e detém 60% do segmento de modelos elétricos.

Vetadas nos Estados Unidos, as marcas chinesas direcionam sua expansão para outros territórios. Na América Latina, a presença já está consolidada, com um em cada dez carros novos vendidos no Brasil tendo origem chinesa. Na Europa, o interesse é maior devido às margens oferecidas pelo mercado.

A participação dos veículos asiáticos nas vendas europeias supera 11% e pode chegar a 16%, 18% ou 20% até 2030, segundo estimativas de especialistas. Para conter esse avanço, a União Europeia estabeleceu em outubro um teto anual de 350 mil unidades para importação de híbridos chineses e mantém uma tarifa de 35,3% sobre carros 100% elétricos desde o final de 2024.

A chegada de diversas marcas ao continente intensifica a competição com fabricantes europeus e entre as próprias montadoras chinesas. Essa pressão deve estimular novas parcerias e alianças estratégicas entre fornecedores e fabricantes tradicionais.

Um terço das 60 marcas presentes no Salão do Automóvel de Paris, realizado em outubro, era de origem chinesa. Em resposta, nomes como Volkswagen, Renault e Citroen preveem o lançamento de novos modelos elétricos baseados no relançamento de veículos clássicos totalmente reestilizados.

Entre os exemplos citados estão o Citroen 2C, previsto para chegar ao mercado em 2028, os modelos R5 e Twingo da Renault e uma versão atualizada do Golf pela Volkswagen. Paralelamente, as marcas tradicionais apoiam a política “Made in Europe”, que busca fortalecer empresas do continente e garantir competitividade à economia do bloco.

Diante das barreiras tarifárias e cotas de importação, as marcas chinesas articulam a fabricação de seus modelos diretamente no continente europeu.

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