Os Estados Unidos registraram 5.182 casos de sarampo em 2026, o maior total anual em 35 anos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O último ano em que o país ultrapassou a marca de 5 mil casos foi 1991. A Pensilvânia lidera os registros com 1.487 casos e 287 internações até sexta-feira (6/11).
O surto já causou quatro óbitos confirmados pelos CDC, embora autoridades estaduais apontem ao menos oito mortes relacionadas à doença. Entre os óbitos, destacam-se um bebê em Wisconsin e o primeiro caso fatal em Nova York em mais de três décadas. Carolina do Sul e Utah também registram aumento nos casos.
Especialistas atribuem o crescimento dos casos à queda na cobertura vacinal, fortalecida por movimentos antivacina nos Estados Unidos. Dados indicam que 96% dos pacientes não estavam vacinados ou tinham status vacinal desconhecido. Pessoas com 20 anos ou mais somam 2.132 casos, seguidas por 2.104 na faixa de 5 a 19 anos e 908 crianças menores de 5 anos.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) deve avaliar na próxima semana se os Estados Unidos mantêm os critérios para ser considerado um país que eliminou o sarampo.
