Na abertura da 81ª Assembleia Geral da O rganização das Nações Unidas, realizada em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu publicamente o fim da escala 6×1 no Brasil, propondo a implementação de um regime de trabalho com dois dias consecutivos de descanso semanal para garantir maior tempo de recuperação, qualificação profissional e convívio familiar, especialmente às mulheres que arcaram com sobrecarga doméstica. Durante discurso na sessão plenária desta terça-feira (22), o mandatário vinculou a proposta ao compromisso de modernizar o mercado de trabalho e reduzir desigualdades estruturais.
Contexto Histórico e Estratégico da Proposta
A declaração do presidente ocorreu no âmbito do debate sobre desenvolvimento sustentável e justiça social na agenda da O NU, onde reiterou que a reforma da jornada laboral é parte integrante da política de valorização do trabalhador brasileiro, diante de indicadores que apontam para altas taxas de esgotamento ocupacional e sobrecarga doméstica, especialmente entre as mulheres. A iniciativa visa substituir o modelo tradicional de seis dias de trabalho para cada cinco de descanso, prevendo duas jornadas livres por semana, com o objetivo de estimular a participação feminina no mercado formal e no cuidado familiar.
Nos últimos anos, estudos do IBGE e do Ministério do Trabalho revelam que a média brasileira permanece em torno de 44 horas semanais, superando recomendações da O rganização Internacional do Trabalho (O IT), enquanto a ausência de dias completos de descanso tem sido associada ao aumento de doenças psicossociais e desgaste emocional em ambientes corporativos e domésticos.
O presidente Lula propôs o fim da escala 6×1 para garantir ao trabalhador brasileiro dois dias livres por semana, visando reduzir a sobrecarga doméstica e fortalecer a convivência familiar.



