Na terça-feira (1º), a Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal aprovou, por unanimidade, o substitutivo ao Projeto de Lei nº 13/2024, que destina 20% dos royalties da exploração de petróleo e gás natural para ações de preservação ambiental, desenvolvimento logístico e justiça social nas regiões diretamente impactadas na Amazônia.
Contextualização Institucional e Aprovação Legislativa
A aprovação unânime da CMA reflete consenso técnico e político sobre a necessidade de reforçar o repasse de recursos orçamentários às comunidades tradicionais da Amazônia, diante da crescente pressão por responsabilidade socioambiental e transparência fiscal. O substitutivo, fruto de ajustes negociados entre o relator senador Beto Faro (PT-PA) e o ex-senador Mecias de Jesus (RR), amplia a destinação da receita tributária ao financiamento de serviços públicos essenciais, como saúde e educação, em áreas onde as atividades extrativistas geram impactos socioambientais significativos.
O texto altera a Lei do Petróleo (Lei nº 9.478/1997) e a Lei do Pré-Sal (Lei nº 12.351/2010), estabelecendo critérios claros para a aplicação dos recursos, com ênfase na sustentabilidade e na integração entre preservação ambiental, desenvolvimento regional e equidade social.
20% dos royalties da exploração de petróleo e gás natural serão destinados à preservação ambiental, desenvolvimento logístico e justiça social nas regiões diretamente afetadas na Amazônia.
Repercussão O ficiosa e Próximos Desdobramentos
A expectativa é de que o projeto, ao avançar para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), gere debate sobre a gestão transparente dos recursos e a efetividade das contrapartidas fiscais previstas no texto. Autoridades como o senador relator destacam que a medida busca garantir responsabilidade na aplicação dos royalties, alinhada aos princípios do desenvolvimento sustentável e à promoção da equidade regional.
A continuidade da tramitação legislativa dependerá da análise técnica das comissões envolvidas e da articulação política necessária para consolidar o marco regulatório, que também prevê detalhamento orçamentário no O rçamento Geral da União e monitoramento por portais de transparência.



