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Política

Bolsonaro Confirma Repasses Pix a Parentes, Negando Uso de Vaquinha para Quitar Multas

PorBruno RibeiroVerificadoOrtografia IAPublicado Há 37 min
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Bolsonaro Confirma Repasses Pix a Parentes, Negando Uso de Vaquinha para Quitar Multas
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter usado R$ 17 milhões arrecadados via Pix de eleitores para repasses à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e parentes, contrariando a apuração do Coaf
  • O Coaf identificou repasses de R$ 56 mil a Michele Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente Osmar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, além de R$ 14.260 à lotérica de seu irmão Ângelo Guido Bolsonaro
  • A CPI dos ataques de 8 de janeiro pediu à PRG que investigue supostas pedras preciosas recebidas por Bolsonaro em outubro de 2022, possivelmente usadas para financiar os atos violentos
Resumo Editorial

Coaf constata repasses de R$ 56 mil à ex-primeira-dama e outras verbas a familiares, contrariando negação de uso de recursos para quitar multas estaduais.

São Paulo — O ex-presidente Jair Bolsonaro negou, nesta segunda-feira (7/8), alegar que tenha utilizado parte dos R$ 17 milhões arrecadados via Pix de eleitores para repasses à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a parentes, contrariando as apurações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Apuração do Coaf e Contexto das Transações Financeiras

O Coaf identificou, por meio de análise de movimentações bancárias, repasses somando R$ 56 mil a Michelle Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, além de R$ 14.260 à lotérica vinculada ao irmão Ângelo Guido Bolsonaro, conforme relatório técnico divulgado pela instituição. Esses valores foram transferidos entre janeiro e junho, período anterior ao início da vaquinha do Pix, conforme declarado pelo ex-presidente.

As transações ocorreram no âmbito de uma campanha destinada a quitar multas impostas pelo Estado de São Paulo ao ex-presidente por descumprimento de protocolos sanitários durante a pandemia, segundo contexto institucional mencionado por Bolsonaro em declarações oficiais.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 56 mil foram repassados à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em seis meses, segundo apuração do Coaf.

Repercussão Institucional e Desdobramentos da CPI dos Atos de 8 de Janeiro

A Procuradoria-Geral da República (PRG) foi acionada pela CPI dos ataques de 8 de janeiro para investigar supostas pedras preciosas recebidas por Bolsonaro em outubro de 2022, possivelmente utilizadas como recurso financeiro para custear os atos violentos.

O ex-presidente mantém postura defensiva, afirmando que os pagamentos a familiares e terceiros obedeciam a necessidades pessoais ou contratuais legítimas, enquanto o Coaf e a CPI continuam a analisar eventuais irregularidades na movimentação de recursos públicos ou privados.

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Atenção / Ponto Crítico
A CPI dos ataques de 8 de janeiro requisitou à PRG o envio das pedras preciosas identificadas até o dia 15/9/2023 para análise processual.

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