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Saúde

Grávida com TDAH é demitida por "baixo desempenho" e ganha ação em MG

PorLarissa RicciVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 13:35
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Grávida com TDAH é demitida por "baixo desempenho" e ganha ação em MG
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Justiça do Trabalho considerou discriminatória a demissão de uma jovem aprendiz grávida com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pela 1ª Vara do Trabalho de Sete Lagoas, em Minas Gerais
  • A empresa foi condenada a pagar R$ 10.694,80 por danos morais e indenizar a aprendiz pelo período de estabilidade maternidade
  • O juiz entendeu que a avaliação de desempenho usada para justificar a demissão considerou características associadas ao TDAH, já diagnosticado, e que a empresa não fez adaptações razoáveis para o saúde física e mental da trabalhadora
Resumo Editorial

A Justiça do Trabalho condenou empresa mineira a indenizar grávida com TDAH por demissão discriminatória, garantindo estabilidade e pagando R$ 10.694,80 em danos morais.

A Justiça do Trabalho reconheceu, nesta terça-feira (22 de setembro), a discriminação na demissão de uma aprendiz grávida diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pela 1ª Vara do Trabalho de Sete Lagoas, em Minas Gerais, após a empresa alegar insucesso no desempenho profissional sem considerar as particularidades do diagnóstico já conhecido.

Contexto da Discriminação e Fundamentação Jurídica

A sentença, publicada oficialmente no diário eletrônico da Justiça do Trabalho, apurou que a avaliação de desempenho utilizada para fundamentar a rescisão considerou comportamentos diretamente vinculados ao TDAH, como falta de atenção e desorganização, sem que a empresa comprovasse que tais características comprometiam efetivamente as atividades inerentes ao cargo de aprendiz em ambiente produtivo.

O juiz destacou ainda que a aprendiz havia comunicado o diagnóstico à empresa anteriormente à demissão e que, mesmo tendo sido orientada a elaborar anotações para melhorar o desempenho, não recebeu acompanhamento estruturado nem adaptações razoáveis para suas condições de saúde física e mental, agravadas pela gravidez e pelo tumor no tornozelo direito diagnosticado semanas antes do desligamento.

Ponto de Destaque

A Justiça condenou a empresa a pagar R$ 10.694,80 por danos morais e garantir estabilidade à aprendiz durante o período de gestação.

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