O S&P 500, que reúne as 500 empresas mais valiosas dos Estados Unidos, apresenta uma concentração histórica de empresas do segmento de inteligência artificial. Juntas, dez companhias desse setor somam quase 40% de todo o índice.
A Nvidia lidera essa participação com 8%, superando a Apple, que detém 7,4%. A Microsoft, responsável pela IA Copilot, aparece em terceiro com 5,8%, enquanto a Meta, dona do Instagram e do Facebook, figura como a oitava maior empresa do índice.
Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, afirma que investidores criticam essa alta concentração tecnológica porque o índice se aproxima da composição da Nasdaq, voltada exclusivamente a empresas de tecnologia.
Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, classifica o cenário como inédito e alerta que um percentual tão relevante nas dez maiores companhias aumenta os riscos para o índice.
Segundo Fontes, a vulnerabilidade ocorre porque altas ou quedas expressivas dependem do desempenho de poucas empresas listadas.
No mês anterior, o S&P 500 caiu aproximadamente 3% em relação ao seu pico. Nesse período, a Nvidia recuou 2,52%, a Marvell caiu 5,08% e a Intel registrou perda de 28,58%, considerada sua pior queda desde 1974.
Pascowitch explica que quem compra ações do S&P 500 ou ETFs que replicam o índice no Brasil está adquirindo um ativo muito atrelado à tecnologia e sugere o Dow Jones para quem busca exposição à velha economia.



