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Economia

Democratas conquistam Congresso e limitam agenda energética de Trump

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 00:39
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Democratas conquistam Congresso e limitam agenda energética de Trump
Fatos Rápidos da Notícia
  • Democratas controlam Câmara e Senado a partir de janeiro
  • Republicanos perdem reconciliação orçamentária para cortar incentivos à energia limpa
  • Trump mantém poder de veto e democratas não têm dois terços para derrubá-lo
Resumo Editorial

Com o controle da Câmara e do Senado a partir de janeiro, os democratas perdem o instrumento para aprovar mudanças fiscais sem negociação, enquanto Trump mantém poder de veto e impasses podem afetar orçamento e serviços públicos.

Os democratas conquistaram a Câmara dos Deputados e o Senado em 3 de novembro, mas não obtiveram os dois terços necessários para derrubar vetos do presidente Donald Trump. A mudança mais relevante é a perda do mecanismo de reconciliação orçamentária pelos republicanos, que permitia cortar incentivos à energia limpa sem precisar negociar com a oposição.

A reconciliação orçamentária funciona como um atalho legislativo para alterações específicas de impostos e gastos, exigindo apenas maioria simples no Senado após um debate limitado a 20 horas. Em 2025, os republicanos utilizaram esse caminho para antecipar o fim de benefícios a renováveis e veículos elétricos, mas agora não controlam mais as duas casas para repetir a operação sozinhos.

Nos projetos comuns, senadores podem obstruir votações por meio do filibuster, exigindo geralmente 60 votos para encerrar o debate. Com isso, a reforma do licenciamento energético pode ser adiada até 2027, quando os democratas terão maioria nas duas casas e maior poder de barganha.

Trump preserva o poder de veto, o que significa que mesmo novos incentivos aprovados pelos democratas podem ser rejeitados pelo presidente. A guerra com o Irã intensifica a pressão econômica, com a Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos projetando aumentos de 39% no petróleo Brent e 42% no diesel rodoviário em 2026 em comparação com 2025.

O cenário também envolve disputas judiciais sobre normas ambientais. A Agência de Proteção Ambiental revogou limites de emissões de veículos e parte das regras de carbono para termelétricas, decisões contestadas por vinte estados. Desde 2024, a Suprema Corte determina que juízes interpretem as leis sem aceitar automaticamente a posição das agências federais.

A EIA projeta alta de 11% no atacado de eletricidade em 2026, impulsionada por extremos climáticos, com elevação de 41% na PJM, operadora regional que abrange treze estados e a capital. Esses aumentos não chegam integralmente nem imediatamente às contas residenciais.

Até 2028, a disputa energética deverá ocorrer mais pelo orçamento, pelos tribunais e pelas contas de luz do que por novas leis. Para os democratas, bloquear Trump não será suficiente: será necessário demonstrar como financiar a expansão da rede sem repassar os custos às famílias.

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Tags:energia

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