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Economia

Economista alerta que leniência fiscal global está chegando ao fim e dívida brasileira pode crescer exponencialmente

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 02:17
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Economista alerta que leniência fiscal global está chegando ao fim e dívida brasileira pode crescer exponencialmente
Fatos Rápidos da Notícia
  • Copom manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano
  • Economista diz que economia brasileira se manteve por leniência fiscal global
  • Efeitos do desequilíbrio fiscal podem piorar exponencialmente com o endividamento
Resumo Editorial

O economista Jeferson Bittencourt avalia que a manutenção da economia brasileira até agora se deveu à tolerância internacional com desequilíbrios fiscais, um cenário que está mudando e pode elevar o custo do ajuste fiscal no país.

Jeferson Bittencourt, economista da ASA Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional, comentou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Para ele, o Brasil conseguiu se manter até o momento porque o mundo vivia um período de leniência fiscal, mas essa realidade estaria mudando.

Segundo Bittencourt, o cenário fiscal brasileiro é preocupante e os efeitos do desequilíbrio nas contas públicas tendem a se agravar de forma exponencial, e não linear, a partir de determinado nível de endividamento. O país registrou um grande déficit no primeiro ano do mandato atual, seguido de um déficit estável em torno de 0,5% ao longo do período, combinado com uma taxa de juros elevada.

O especialista afirmou que a capacidade do Brasil de honrar seus compromissos financeiros não suportaria um novo crescimento de mesma magnitude no próximo mandato. "Os efeitos disso não serão lineares, mas vão piorar exponencialmente a partir de determinado nível", alertou.

Bittencourt ressaltou que o ambiente internacional, que até então era tolerante com desequilíbrios fiscais, está passando por uma transformação significativa. "Só conseguimos chegar até aqui porque o mundo vivia um período de leniência fiscal", disse ele, acrescentando que os países avançados estão começando a rever suas posturas em relação ao tema.

Com o fiscal desequilibrado, os juros elevados e o crescimento econômico arrefecendo, o economista concluiu que a dívida brasileira tende a continuar crescendo e que o custo de um eventual ajuste será ainda mais elevado. No debate, também foi discutida a postura do governo em relação ao ajuste fiscal.

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