A O peração O verclean, da Polícia Federal, reafirmou na quinta-feira (17) sua investigação sobre supostas fraudes em licitações e contratos públicos envolvendo Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte, e a Roble Serviços, empresa de Marco André Queiroz Barral, que ampliou contratos com a Prefeitura de Salvador durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis.
Contexto Institucional e Histórico da Ampliação de Contratos
A apuração da 10ª fase da O peração O verclean, realizada entre 2013 e julho de 2019 sob o prefeito ACM Neto e posteriormente durante a administração de Bruno Reis, identificou faturamento de R$ 197,8 milhões pela Roble Serviços em contratos com a Prefeitura de Salvador, abrangendo obras em escolas, unidades de saúde, manutenção asfáltica e infraestrutura urbana.
Nos dois períodos — entre 2013 e julho de 2019 e entre 2021 e 2026 —, conforme dados do Portal da Transparência, a empresa acumulou mais de R$ 471 milhões em empenhos, com crescimento acentuado na gestão de Bruno Reis, que chegou a R$ 273,3 milhões nesse intervalo.
Mais de R$ 471 milhões em contratos públicos foram acumulados pela Roble Serviços entre 2013 e 2026, segundo o Portal da Transparência.
Repercussão Jurídica e Estratégia Investigativa
A Polícia Federal destacou que a fase atual investiga três contratos suspeitos que somam mais de R$ 80 milhões, com indícios de fraude em processos licitatórios, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes previstos no Código Penal e na Lei de Licitações.
Bruno Barral já havia sido alvo da O peração O verclean em outra fase quando ocupava o cargo de secretário de Educação de Belo Horizonte; as buscas e apreensões ocorreram em seis estados, totalizando 24 mandados judiciais.



