Na manhã de sexta-feira, a Polícia Federal desarticulou, por meio da O peração Polaridade, uma quadrilha especializada na fraude de processos administrativos vinculados à aquisição e registro de armas de fogo, resultando na prisão de 11 indivíduos e na apreensão de armamentos fuzis e pistolas em 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão realizados no Rio de Janeiro e Vila Velha.
Contexto e Desdobramentos da Apuração
A investigação teve início após a identificação de irregularidades nos processos analisados pela Delegacia da Polícia Federal em Niterói, onde um funcionário terceirizado com acesso ao setor responsável por armas teria autorizado solicitações sem a devida documentação ou utilizando arquivos falsos e incompatíveis, conforme revelado por exame minucioso dos autos que evidenciou a repetição sistemática de comprovantes de residência, documentos idênticos em múltiplas requisições e ausência de dados obrigatórios nos arquivos submetidos à análise.
Antecedentes indicam que o esquema fraudulento teria se articulado por meio da inserção de informações inverídicas em sistema público destinado ao cadastro de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs), com possível envolvimento de agentes públicos e terceirizados que teriam recebido vantagens indevidas para facilitar a liberação irregular de armamentos.
A O peração Polaridade resultou na prisão de 11 pessoas e na apreensão de mais de 40 armas de fogo, incluindo fuzis e pistolas, em um esquema que fraudava processos administrativos do Cadastro Nacional de Armas.
Repercussão Legal e Próximos Desdobramentos
A Polícia Federal informa que os investigados respondem por crimes como organização criminosa, inserção fraudulenta de dados em sistema público, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas, com penas que podem chegar a décadas de reclusão conforme o Código Penal e legislação específica sobre controle de armamentos.
As investigações prosseguem com análise forense do material apreendido para identificar novos envolvidos e eventuais redes de apoio, enquanto o Judiciário aguarda a formalização das prisões para aplicação das medidas cautelares previstas em lei.



