O adiamento do interrogatório do Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio da soldado e sua esposa Gisele Alves Santana, foi determinado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para o dia 5 de outubro de 2026, após a defesa solicitar a juntada de diligências complementares ao inquérito, decisão que foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e que preservou sua prisão preventiva, conforme publicado no Diário de Justiça Eletrônico Nacional em 27 de setembro.
Contexto Jurídico e Procedimentos da Prorrogação
A defesa do réu requereu a inclusão de novas perícias e documentos técnicos para garantir o pleno exercício do direito à ampla defesa, o que foi acolhido pelo magistrado com prazo improrrogável de 20 dias, conforme despacho publicado no portal do TJSP; a medida visa permitir que o tenente-coronel apresente contraprovas consistentes diante das incongruências apontadas nos laudos periciais que já identificaram vestígios de sangue em sua ropa e indícios de tentativa de simulação do suicídio por parte do investigado.
O s antecedentes do caso revelam que Gisele Alves Santana, morta em 18 de fevereiro no Brás, inicialmente teve seu óbito registrado como suicídio, mas a investigação evoluiu para feminicídio qualificado e fraude processual após descobertas que evidenciaram ausência de defesa da vítima e condutas irregulares na cena do crime, culminando na manutenção da prisão preventiva por decisão monocrática do STJ.
O prazo improrrogável de 20 dias para a apresentação das diligências complementares define o cronograma decisivo para o novo interrogatório marcado para 5 de outubro de 2026.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
A decisão do TJSP reforça a postura institucional de garantir o contraditório e a instrução formal, mesmo em crimes de grave gravidade como o feminicídio qualificado, ao mesmo tempo em que evidencia a complexidade processual envolvendo elementos probatórios periciais e questões relacionadas à integridade da cena criminal.
Com a manutenção da prisão preventiva e o adiamento para 2026, as expectativas concentram-se na celeridade das perícias complementares e na eventual consolidação da denúncia pelo Ministério Público, que já apontou motivação torpe pautada por posse e recusa ao término do relacionamento.



