Na semana que antecedeu sua prisão pela Polícia Federal, o banqueiro de alta renda Daniel Vorcaro enviou 187 mensagens ao contato salvo no celular registrado como 'Alexandre de Moraes BRASÍLIA', no qual questionou o ministro do Supremo Tribunal Federal sobre uma possível rota de fuga do país, evidenciando um plano que mobilizava agentes judiciais e financeiros em um cenário de tensão institucional.
Contexto Institucional e Evidências Documentais da Apuração
A investigação conduzida pela Polícia Federal revelou que as mensagens trocadas entre Vorcaro e o contato vinculado ao ministro constituem indícios concretos de preparação para uma fuga internacional, com o banqueiro agindo como intermediário central na estrutura fraudulenta conhecida como Master, conforme laudos periciais e registros telegráficos autenticados.
O episódio, ocorrido entre os dias 28 de agosto e 4 de setembro, coincidiu com a prisão de Vorcaro e ocorre em um contexto de campanha eleitoral acirrada, com o ministro Alexandre de Moraes mantendo postura silenciosa diante das revelações que ameaçam a legitimidade do Supremo Tribunal Federal.
O banqueiro Daniel Vorcaro enviou 187 mensagens ao contato salvo no celular como 'Alexandre de Moraes BRASÍLIA' na semana que antecedeu sua prisão pela Polícia Federal
Repercussão Jurídica e Estratégias Processuais em Jogo
O ministro André Mendonça, responsável por abrir o sigilo do caso Master, formalizou pedido para que a investigação seja levada ao plenário do Supremo Tribunal Federal com a finalidade de instigar formalmente Alexandre de Moraes, após considerar que os documentos apresentados configuram grave suspeição.
O procurador-geral da República Paulo Gonet rejeitou o pedido de Mendonça, argumentando nulidade jurídica no fundamento de ausência de elementos suficientes para configuração de crime federal ou violação ao princípio da ampla defesa.



