Entre janeiro e junho de 2026,43.828 pessoas foram registradas como desaparecidas no Brasil, segundo o Painel Estatístico do Sinesp, representando 40,92 casos por 100 mil habitantes e configurando o maior primeiro semestre desde 2015, com São Paulo registrando 10.449 desaparecimentos, ou seja, mais de 23% do total nacional.
Contexto Histórico e Estatístico da Crise de Desaparecimentos
A análise dos dados do Sinesp revela que entre janeiro e junho de 2026,43.828 desaparecimentos foram formalmente registrados em todo o território brasileiro, configurando um índice de 242 casos por dia e destacando-se a concentração de ocorrências em São Paulo, com 10.449 registros, seguido por Minas Gerais (4.864), Rio Grande do Sul (3.933) e Rio de Janeiro (3.364).
O aumento acentuado dos casos desde 2015 – último ano com crescimento significativo nos primeiros seis meses – aponta para uma reversão dos avanços anteriores na localização de pessoas sumidas, enquanto a Lei da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, sancionada em 2019, impõe a manutenção contínua das investigações até a obtenção de respostas definitivas.
Quase 44 mil brasileiros desaparecidos no primeiro semestre de 2026 representam o maior número desde 2015 e equivalem a mais de 10 mil desaparecimentos por mês no país.
Repercussão Legal e Desafios na Integração de Dados
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enfatiza que a Lei da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas proíbe a interrupção das investigações até que seja obtida uma resposta sobre o paradeiro do desaparecido, orientação que contrasta com práticas anteriores em que buscas eram descontinuadas após fracassos iniciais.
A implementação do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), lançado em 2024, busca resolver a fragmentação dos dados estaduais ao possibilitar o cruzamento de registros genéticos e informações policiais em âmbito nacional.



