Na quarta-feira (9/9), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a O peração Anjo Caído, coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCI), com o objetivo de desmantelar uma estrutura criminosa que comercializava medicamentos abortivos de forma clandestina por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, atingindo cinco suspeitos na Zona O este da cidade, nos bairros de Campo Grande e Cosmos.
Contexto Institucional e Técnico da Apuração
A investigação, iniciada com base em denúncias e monitoramento digital, identificou o uso coordenado de múltiplas contas digitais, linhas telefônicas e dispositivos eletrônicos para dificultar a rastreabilidade dos envolvidos, conforme constata a DRCI ao analisar dados cadastrais, registros de conexão e informações fornecidas por empresas de tecnologia e operadoras de telefonia.
Antecedentes revelam que os perfis nas plataformas digitais publicavam conteúdos diretos sobre interrupção da gravidez com linguagem codificada, atraindo compradoras que, após o primeiro contato, eram redirecionadas para canais privados onde os medicamentos eram negociados e fornecidos sem qualquer registro legal ou supervisão sanitária.
A operação desmantela uma rede que movimentava valores superiores a R$ 10 milhões no mercado negro de medicamentos abortivos.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Investigação
A PCERJ informou que os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça com base em indícios robustos de prática delitiva, incluindo crimes contra a saúde pública, falsificação de produtos farmacêuticos e incitação ao aborto ilegal, com possibilidade de aplicação de sanções penais rigorosas previstas no Código Penal e na Lei nº 13.44/2017.
O s próximos passos incluem a análise forense dos dispositivos apreendidos, o inquérito policial formal e a colaboração com o Ministério Público para eventual denúncia criminal, enquanto a sociedade aguarda medidas concretas para coibir a proliferação desse mercado paralelo.



