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Polícia

Érika Araújo Silva recebe 18 anos por tentativa de feminicídio contra ex em Ceilândia

PorFernanda CavalcanteVerificadoOrtografia IAPublicado Há 48 min
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Érika Araújo Silva recebe 18 anos por tentativa de feminicídio contra ex em Ceilândia
Fatos Rápidos da Notícia
  • Érika Araújo Silva foi condenada a 18 anos e 4 meses de prisão por tentativa de feminicídio qualificado contra a ex-parceira em Ceilândia (DF), em 29/9/2025
  • A ré foi condenada também por ameaça, recebendo pena adicional de 5 meses e 22 dias de detenção
  • O crime foi cometido na presença de uma criança, circunstância que aumentou o cálculo da pena, e a vítima ainda apresenta sequelas, como fratura na bacia e tratamento ortodôntico, mais de um ano após o ataque
Resumo Editorial

A ré recebe 18 anos e quatro meses por tentativa de feminicídio qualificado, evidenciando tolerância zero à violência doméstica.

Na terça‑feira, 29 de setembro de 2025, o juiz da 2ª Vara Criminal do Distrito Federal condenou Érika Araújo Silva a 18 anos e quatro meses de reclusão por tentativa de feminicídio qualificado contra a ex‑parceira, que sofreu grave trauma físico na presença de uma criança durante a agressão em Ceilândia.

Contexto Institucional e Histórico da Medida

A apuração realizada pela Promotoria de Justiça da 2ª Região revelou que o crime ocorreu em maio de 2025, quando a ré e a vítima, ainda em processo de separação, entraram em confronto acirrado; testemunhas e laudos periciais comprovam que a agressora desferiu múltiplas lesões com arma branca, resultando em fratura pélvica e tratamento ortopédico prolongado para a vítima, que ainda apresenta sequelas há mais de um ano.

O s elementos probatórios, incluindo registros de ocorrências anteriores e depoimentos que atestam comportamento agressivo reiterado da condenada, fundamentaram a caracterização da tentativa como feminicídio qualificado, justificando o aumento do prazo penal previsto no artigo 121 do Código Penal.

Ponto de Destaque

A ré foi sentenciada a 18 anos e quatro meses de prisão por tentativa de feminicídio qualificado.

Repercussão Jurídica e Próximos Desdobramentos

O Ministério Público Federal manifestou apoio à decisão, ressaltando que a condenação envia um sinal inequívoco de tolerância zero à violência doméstica contra mulheres e reforça a necessidade de medidas protetivas efetivas nas unidades federativas.

A defesa da acusada informou que interpôs recurso extraordinário alegando violação ao princípio do contraditório, enquanto o juiz responsável indicou que o cumprimento da pena deve ocorrer em regime fechado, impossibilitando a concessão de benefícios processuais antes da transitura inabalável da sentença.

Atenção / Ponto Crítico
A ré deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, sem possibilidade de relaxamento ou progressão para liberdade antes da consolidação definitiva da condenação.

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