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Economia

Copom mantém juros e economista vê incertezas fiscais pressionando inflação para 2027

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 21:09
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Copom mantém juros e economista vê incertezas fiscais pressionando inflação para 2027
Fatos Rápidos da Notícia
  • Copom decidiu manter a taxa básica de juros no patamar atual
  • Desancoragem das expectativas de inflação foi o principal fundamento para a manutenção
  • Subsídios sobre combustíveis, reforma tributária e dívida pública são fatores de incerteza para 2027 em diante
Resumo Editorial

A manutenção da taxa Selic pelo Banco Central reflete preocupação com a desancoragem das expectativas inflacionárias, mas a economista Nathalie Victal aponta que fatores como subsídios, reforma tributária e dívida pública seguem gerando ruído para o longo prazo.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros no patamar atual, em decisão amplamente esperada pelo mercado. Nathalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, avaliou o movimento em entrevista ao CNN Money e destacou que a expectativa de manutenção era praticamente unânime entre os analistas.

Segundo a economista, o principal fundamento para não alterar os juros foi a desancoragem das expectativas de inflação registrada na semana anterior à reunião, um movimento que ela classificou como forte, intenso e rápido. Esse cenário teria gerado desconforto na autoridade monetária, embora ela avalie que a barra para uma eventual elevação dos juros segue elevada devido à desaceleração mais acentuada da atividade econômica.

Victal apontou uma série de incertezas que contribuíram para a deterioração das expectativas inflacionárias para horizontes mais longos, como 2027, 2028 e 2029. Entre os fatores citados estão as dúvidas sobre a continuidade dos subsídios sobre combustíveis, os impactos da reforma tributária — cuja alíquota discutida no TCU veio acima do esperado pela maioria dos economistas — e a percepção de uma trajetória de crescimento contínuo da dívida pública.

Ela ponderou que a reversão desse quadro dependeria de entregas concretas tanto do ponto de vista fiscal quanto de política econômica como um todo. Além disso, ressaltou que o Banco Central, sozinho, teria dificuldade em promover a reancoragem das expectativas caso as causas sejam de natureza não estritamente monetária.

Sobre o cenário externo, marcado por altas de juros em diversas economias desenvolvidas, Nathalie avaliou que a política monetária brasileira tem histórico de desacoplamento em relação à de outros países. No entanto, ela ressaltou que o movimento sincronizado de aperto monetário global acaba influenciando o Brasil via taxa de câmbio, já que o diferencial de juros afeta a atratividade do país para investidores estrangeiros.

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Tags:juros

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