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Renúncia de Santiago Peña enfraquece ala conservadora na América Latina

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:00
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Renúncia de Santiago Peña enfraquece ala conservadora na América Latina
Fatos Rápidos da Notícia
  • Santiago Peña renunciou à Presidência do Paraguai após crise no Ueno Bank.
  • Banco Central interveio no banco por solvência abaixo do mínimo legal de 50%.
  • Quase 3 milhões de clientes ficaram sem acesso aos serviços financeiros.
Resumo Editorial

A crise bancária envolvendo o Ueno Bank levou o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a renunciar ao cargo, marcando um novo revés para lideranças de direita na região. O episódio também expôs laços entre o governo e o grupo controlador da instituição e coloca em xeque a continuidade de acordos estratégicos com os Estados Unidos.

Santiago Peña anunciou a renúncia à Presidência do Paraguai nesta quinta-feira (5/11), em meio ao colapso do Ueno Bank. A instituição financeira mantinha milhões de clientes e concentrava recursos públicos, incluindo depósitos do Instituto de Previdência Social (IPS). A intervenção do Banco Central do Paraguai ocorreu na terça-feira (3/11), após identificar que o índice de solvência do banco estava abaixo do mínimo legal de 50%.

A medida suspendeu as operações e deixou quase 3 milhões de clientes sem acesso aos serviços financeiros em um país com aproximadamente 6,1 milhões de habitantes. Investigadores apontaram suspeitas de empréstimos irregulares a empresas ligadas ao Grupo Vázquez, controlador do banco. Peña havia sido acionista do grupo até março de 2025.

A crise se aprofundou politicamente quando Peña perdeu o apoio do Partido Colorado. O ex-presidente Horacio Cartes declarou apoio ao julgamento político contra o mandatário. Mesmo com a renúncia, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o prosseguimento do impeachment, e o Senado convocou Peña para apresentar defesa nesta sexta-feira (6/11). O vice-presidente Pedro Alliana está previsto para assumir o Executivo.

A queda de Peña ocorre em um momento de turbulência para lideranças conservadoras da América Latina. Na Argentina, Javier Milei enfrenta dificuldades políticas e econômicas. No Brasil, Flávio Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial e viajou para os Estados Unidos, interrompendo a onda pró-Trump na região.

Embora não formem um bloco homogêneo, esses líderes compartilham pautas conservadoras, críticas à esquerda e aproximação com Donald Trump. Peña representava uma vertente tecnocrática e liberal focada na atração de investimentos estrangeiros e disciplina fiscal. Sua saída remove um dos principais interlocutores de Washington na América do Sul.

Durante seu governo, Assunção aprofundou a cooperação com os Estados Unidos em segurança, defesa e inteligência. O Paraguai aderiu ao Escudo das Américas, iniciativa do governo Trump para combater narcotráfico e organizações criminosas, e aprovou acordo bilateral para presença temporária de militares e funcionários civis norte-americanos no país.

O país também manteve alinhamento com Washington no combate à influência chinesa na região e preserva relações oficiais com Taiwan, em vez de reconhecer Pequim. Apesar da renúncia, a direita paraguaia não deve deixar o poder imediatamente, já que Alliana é integrante do mesmo Partido Colorado e não deve fazer mudanças imediatas nessas orientações.

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Tags:Paraguai

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